Via Matias
PSs:
1- Tente ouvir os primeiros acordes da segunda música (parte 1, minuto 3:14) e não se emocionar...
O melhor e mais lisérgico filme dos Irmãos Coen angariou tantos fãs (Eu!) a ponto de, atualmente, existirem incontáveis encontros anuais de entusiastas da pelicula. Now I gotta keep it real now,
cause on a one-to-ten she's a certified twenty,
and that just aint me. (Hey!)
Cause I don't know if I take that chance just where its gonna lead,
But what I do know is the way she dance makes shorty aight with me.
The way shes getting low!
I'm like yeah, just work that out for me.
She asked for one more dance and I'm
Like yeah, how the hell am I supposed to leave?(Let's Go)
And I said
[Chorus]
[Lil' Jon:]
Hey! (Hey!) Luda!
[Ludacris (Verse 3):]
Watch out!
My outfit's ridiculous, In the club lookin' so conspicuous
And rowl! These women all on the prowl!
If you hold the head steady, I'ma milk the cow.
Man Forget about game, I'ma spit the truth
I won't stop til I get them in they birthday suits
So Give me the rhythm, and it will be off in they clothes
then bend ova to the front and touch your toes!
I left the Jag and took the Rolls
If that ain't nothing, then I put them on foot patrol!
How you like me now?
When my pinkies valued over three-hundred thousand.
Let's drink, you the one to please
Ludacris fill cups like double D's
Me and Ursh once mo' and we leaves em dead
We want a lady in the street but a freak in the bed!
and they say
[Chorus]
[Ludacris]
Take that, rewind it back
Lil' Jon got the beat to make your booty go [clap]
Take that, rewind it back
Usher got the voice to make your booty got [clap]
Take that, rewind it back
Ludacris got the flo to make your booty go [clap]
Take that, rewind it back
Lil' Jon got the beat to make your booty go [clap]
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O homem do pendente, o líder, me levanta do solo. Todos falam e gritam ao mesmo tempo. Tenho uma pistola de grosso calibre encostada à testa. Reconheço dois subfuzis UZI. Todos são muito jovens. Dois rapazes me revistam. O chefe se dirige a mim: "Agora você vai nos dizer quem é e o que está fazendo aqui".
"Sou jornalista e vim falar com alguns moradores sobre o que aconteceu durante o fim de semana." O português se enrola na minha garganta, de medo.
"Se estiver mentindo o matamos aqui mesmo."
Tiram da carteira minha credencial de jornalista e minha identidade espanhola. O de cabeça raspada estuda a documentação enquanto alguns traficantes defendem a gritos que me executem na mesma hora. "Tirem-no daí e levem-no para o centro da praça", resolve o chefe. Enquanto me empurra, um dos rapazes me diz ao ouvido: "Se você for um desses jornalistas que mandam reportagens sobre nós... vá se preparando". Um suor frio escorre por minhas costas. Então o líder fala: "Jornalista, para de tremer, porque se quiséssemos você já estaria morto".
(...) Cai a madrugada e olho absorto para uma foto comovente publicada na edição digital de um veículo de mídia local: dentro de um carrinho de supermercado abandonado em um dos acessos ao morro dos Macacos, há um homem executado a tiros com o rosto desfigurado. A foto foi tirada duas horas depois de minha libertação.

São Paulo é mulher arredia, desprezada pela falta de exuberância nacional, a ser conquistada todos os dias. Exige o olhar da sutileza fotográfica, quando se capta o ângulo enxerga-se a essência pelo detalhe.
À primeira vista o que vemos é o que não gostaríamos de ver. Sentimos o que não queremos sentir; acuados diante do caos, da insegurança de ficar presos no trânsito ou de cair na mão de assaltantes, que deveriam estar presos. A poesia desta cidade não está na paisagem geográfica, mas na paisagem humana. Vivemos aqui o confronto entre o caos urbanos e a riqueza humana.
Ser paulistano é ter medo, mas, ao mesmo tempo, sempre ter um projeto para sonhar e desenvolver; nossa história é feita de coleção de pequenos sonhos de imigrantes e migrantes.
O ser humano é a única paisagem que sobra, tirando da perversa falta de urbanidade uma poesia de humanidade. Gosto de São Paulo – aliás gosto muito – porque vejo nela a aventura de ser desafiado pelo caos urbano, mas seduzido pelo humano.
É uma mulher que não nos atrai pela sensualidade, mas pelas histórias de aventura de quem viveu e vive de sonhos.
Gostamos dessa mulher quando nos sentimos parte de suas histórias, aventuras e sonhos.
E, então, como esses fotógrafos, encontramos o ângulo da beleza.
Às vezes fica difícil escolher só um dialogo de um filme. Para resolver esse problema agora tem Sessão Extra.

Bob (Bill Murray) fala sobre filhos com Charlote (Scarlett Johansson). Roteiro: Sofia Coppola
Bob – Tudo fica bem mais complicado quando você tem filhos.
Charlote – É. Isso assusta.
Bob – O dia mais apavorante da sua vida é quando nasce o primeiro.
Charlote – Ninguém te fala isso.
Bob – A sua vida, como você conhecia, some. Nunca mais volta. Só que eles aprendem a andar e a falar e você quer estar junto deles. E eles acabam se tornando as pessoas mais encantadoras que você conhecerá em sua vida.
PSs:
1- Porque ninguém nunca lembra os diálogos de filmes que eu menciono?
Só o Setti lembra!
Disco/compilação do Underworld, Athens, saindo no dia 23 de novembro!
No site oificial dá para ouvir um trechinho da faixa "Beebop Hurry" (uma pedrada), com parceria do Brian Eno.
Veja com zoom aqui.
É difícil abordar a crise do senado, um tema tão em voga, sem soar demagógico ou cair no lugar comum... Bem, vou arriscar. Nestes dias meio atribulados em Brasília, recebi email de um aluno indagando sobre o episódio em que o pai de Fernando Collor de Mello protagonizou um tiroteio e matou um colega do Senado Federal em plena sessão legislativa. Vamos aos fatos.
Foi no dia 4 de dezembro de 1963 que o senador Arnon de Mello sacou a arma em uma sessão do Senado Federal e mandou bala pra cima do senador Silvestre Péricles, seu inimigo político em Alagoas e a quem acusava de tramar seu assassinato.Péricles, como um Garrincha das tribunas, driblou os tiros com impressionante habilidade e também sacou a arma - e o Senado viveu momentos de saloon do velho oeste.
Quem pagou o pato nesse bang bang parlamentar foi o suplente acreano José Kairala, que levara a mulher e as filhas ao parlamento para comemorar o último dia do seu mandato. Um dos tiros de Arnon acertou Kairala no peito, diante da família.
Há que se ressaltar que, mesmo no meio do pega pra capar, os parlamentares mantiveram a compostura, tratando-se, em pleno tiroteio, por Vossa Excelência, como pede o decoro da casa. Arnon de Mello, ao mandar bala pra cima de Péricles, gritava segundo testemunhas:
- Vossa Excelência vai morrer, filho da puta, safado. Me ameaçou!
Péricles, abaixado, respondia :
-Vossa Excelência é um crápula. Vossa Excelência é ladrão !
No final da zorra toda, com furo de bala até no teto do Senado, Arnon de Mello, o assassino de José Kairala, não sofreu qualquer tipo de punição pelo ato, protegido que estava pela imunidade parlamentar.
O grand finale do episódio aconteceu no dia seguinte. O jornal O Globo, de propriedade de Roberto Marinho - amigo e sócio de Arnon no jornal Gazeta de Alagoas - veio com um editorial em defesa do assassino, elogiando inclusive a cultura, a educação e a inteligência do bandoleiro alagoano. Um sujeito finíssimo, verdadeira flor de formosura, como a bala que matou Kairala na frente das filhas e da mulher. Dizia O Globo, nessa verdadeira pérola da imprensa canarinho:
"A democracia, apesar de ser o melhor dos regimes políticos, dá margem, quando o eleitorado se deixa enganar ou não é bastante esclarecido, a que o povo de um só estado - como é o caso - coloque na mesma casa legislativa um primário violento, como o Sr. Silvestre Péricles, e um intelectual, como o Sr. Arnon de Mello, reunindo-os no mesmo triste episódio, embora sejam eles tão diferentes pelo temperamento, pela cultura e pela educação".



Conhecida pela sua velocidade e facilidade em aprender e se desenvolver, a geração Y é mais individualista e autônoma, que impõe sua opinião e não abre mão de gerenciar simultaneamente sua vida pessoal e profissional. "Ela cresceu vivendo em ação, estimulada por atividades e realizando tarefas múltiplas, por isso, ansiedade e imediatismo são duas fortes características dessa geração", diz Rodrigo Vianna, gerente da divisão de negócios Marketing & Sales da HAYS.Results On
Segundo a HAYS, é importante que as empresas passem a entender melhor esses funcionários. O objetivo é tirar um melhor proveito da convivência entre as diversas gerações.
"Cada empresa tem sua dinâmica e acaba se vendo refém desse ímpeto presente em quase todos os indivíduos da geração Y. O conflito entre empresa e profissional acaba acontecendo e a consequência é que o indivíduo vai ao mercado buscar novos desafios", diz Vianna.
Clipe maluco e muito interessante para a música "Art & Cash" do excelente duo Modeselektor (remonedo ir atrás do som dos caras):



Honra ao mérito:

