segunda-feira, 15 de junho de 2009

Thomas de Bangalter, Daft Punk e a cena eletrônica francesa


O Thomas de Bangalter não se limitou a ser apenas um dos robôs do Daft Punk.


O cara foi o principal responsável pelo hino dance dos anos 90, Music Sounds Better With You (1998), lançado sob a alcunha de Stardust (o produtor Alan Braxe e o vocalista Benjamin Diamond também fizeram parte do projeto).

O single alcançou o primeiro lugar em quase todas as paradas da Inglaterra e EUA e ganhou um clipe dirigido pelo Michel Gondry (bem fraquinho por sinal):




Na época, sua gravadora ofereceu três milhões de dólares para a continuidade do projeto. Bangalter recusou!


Não, não foi burrice... Além de ter afirmado que o Stardust morreria com apenas uma música, ele já havia criado o seu próprio selo, o Roulé Label em 1995.


Arrisco-me a dizer que o Roulé Label, junto com o fundamental Homerwork (1997) do Daft Punk, foram os grandes responsáveis por preparar o terreno da criativa e autoral cena eletrônica francesa.


Ok, Dimitri From Paris, embora nascido na Turquia, já estava rascunhando a gênese do House Francês em meados de 80 (o Air deve muito ao Dimitri, por exemplo), mas Bangalter impulsionou o movimento em progressão geométrica.

M. Dimitri

Sem a criatividade de Bangalter, a visibilidade global do Daft Punk, e uma ajudinha providencial do Chemical Brothers, os ícones da cena francesa, como Mr. Oizo, Les Rythmes Digitales, Alex Gopher, Cassius, Etienne de Crecy, Justice (???) e muitos outros ainda estariam suando a camisa para mostrar o quanto são bons (exceto Justice, uma grande emulação afetada do Daft Punk).

PSs (vários):

1- O Stardust usou um sample de uma música do Chaka Khan no single Music Sounds Better With You. Talvez essa tenha sido a fórmula do sucesso:





2- O Bangalter manda muito bem nas escolhas dos samples para suas produções (vale a pena dar uma pesquisada). Por outro lado, como todo ser-humano, as vezes ele erra. Exemplo? A música do (bizarro) vídeo abaixo foi usado para um famoso single (não vou falar qual é!):




3- O Chemical Brothers ajudou bastante na projeção internacional do Daft Punk. Eles tocavam as faixas Da Funk e Rollin´ & Scratching (ambas do Homework) em seus (ótimos) Dj Sets e encomendaram um remix para a música Life Is Sweet, do álbum Exit Planet Dust (1995):




4- A trilha sonora do filme Irreversível (2002), dirigido por Gaspar Noé, é assinada por Thomas de Bangalter. Recomendo ouvir.


5- Sim, eu realmente acho o Justice uma emulação afetada do Daft Punk. Já tentei gostar várias vezes, mas não consigo encontrar nada criativo no som dos caras. Um grande déjà vú...

Além disso, o que significa aquele beijinho duplo na cruz?


E aquela emaranhado de fios, equipamentos análogicos e amplificadores Marshall que ficam à vista do público? Impressionante, não?


Não, nada impressionante... Aquilo não serve para NADA! É tudo estética! O set up dos caras é 100% digital, cabos USB e laptops! Não estou mentindo:


6- O outro integrante do Daft Punk, Guy-Manuel de Homem-Cristo, é mais apagadinho (e baixinho), embora tenha feito alguns projetos solos.


7- Para mim, o melhor da música eletrônica francesa é o Mr. Oizo. Ele é igual ao Forrest Gump na sua fase cooper:



8- O Thomas de Bangalter mora em Beverly Hills com a sua mulher , a atriz Élodie Bouchez e seus dois filhos, Tara-Jay e Roxan...

Porque pessoas famosas dão nomes bizarros aos filhos?

9- A mulher do Bangalter é beeeeeem bonita:


10- O pai de Bangalter, Daniel Vangarde, foi uma figura importante para a disco music. Foi membro do Gibson Brothers, Santa Esmeralda e autor do hit D.I.S.C.O:





11- Post em homenagem ao André e a Chants, que estão rumando para a França logo menos! Boa sorte lá, casal!

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