quinta-feira, 21 de maio de 2009

O mundo lá fora é cruel? Pergunte ao Kurt Cobain (parte 1)


Prestes a entrar no mundo profissional, quantas vezes não escutamos o seguinte conselho: “cuidado... o mundo lá fora é cruel”.

Gostaria de saber que mundo é esse. Que porta essas pessoas abriram para estarem “lá fora”? Ingressamos ao mundo somente quando começamos a trabalhar?

Se o ultimo questionamento é verdadeiro, para que serviram as aulas de história no período escolar? Serviram exatamente para nos mostrar o grau de crueldade deste mundo. O passado continua a nos ensinar que a humanidade é impiedosa, injusta e atroz.

Portanto, gostaria de pensar que o “mundo” a que essas pessoas se referem é aquele lugar logo após o nascimento, no qual somos forçados a enganar a nós mesmos na tentativa de criar um sentido para vida. O “mundo lá dentro”, por sua vez, refere-se à projeção de um ambiente mais pacífico e menos sádico.

Antes de adentrarmos neste “mundo lá fora”, estávamos entorpecidos pelo líquido amniótico contido no confortável útero de nossas mães. A bolsa se rompe e não há mais volta.

Por sinal, esta é a idéia por trás da capa do álbum Nevermind (1991) do Nirvana. A nota de 1 dólar é a maçã responsável por persuadir o feto a sair do éden uterino.
Este é o motivo pelo qual Kurt Cobain tirou sua própria vida. Ele não queria abandonar a segurança gerada pelo do útero da sua mãe. Quando saiu, não conseguiu criar falsos significados para arcar com sua existência. A fotografia de sua desilusão com a vida está no seguinte verso da música All Apologies:“ I wish I was like you. Easily amused”.

O álbum seguinte a Nevermind dá continuidade ao processo de desengano de Kurt Cobain e revela a sua negação em aceitar as regras do jogo. O título do disco, por si só, já revela o seu divórcio com o mundo: In Útero (1993).


PSs:
1-Embora no título do post esteja escrito "Parte 1", não há "Parte 2". Eu fiz isso porque (ainda) não consegui pensar em nenhuma conclusão.

2-Post pesado, né? Vou dar uma suavizada:

4 Não Concordo:

  1. Uau. Foda isso. Mas é verdade e bem doido: algumas pessoas não se enciaxam no mundo ou vice-versa. Eu sou o bebê do dinheiro hahahahaha gosto de uma graninha - mas há algo de vazio e razo nisso. O mestre do mestre de yoga da minha mãe era milionário na Índia (tinha até um castelo), empresas químicas, formado em Oxford - mas renunciou a tudo e fez um instituto sobre a verdade espiritual e entrou no Yoga, abdicou de tudo e aí sim encontrou a razão da sua existência na Terra.
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  2. nossa, descobre onde vende essa almofadinha de sorriso? tem uma galera lá em casa que ía pirar!
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